Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 14/06/2018

Durante a Idade Média, a igreja cristã repugnava relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo, afirmando ser um grave pecado, haja vista que eram opostas as suas concepções. Nesse sentido, embora a sociedade tenha evoluído até então, ainda é possível observar casos como esse em que a homossexualidade não é vista apenas como um pecado, mas também como rebeldia ou até mesmo insanidade. Logo, é contraditório afirmar que esse tipo de discriminação ainda exista em um período histórico considerado avançado e que é um empecilho para o desenvolvimento social brasileiro.

Em primeira análise, é possível observar um aumento significativo no que diz respeito à prática de homofobia no país. Isso se deve a diversos fatores, dentre eles a falta de informação em relação a sexualidade que muitas pessoas possuem, o que mantém seu pensamento arcaico e, consequentemente, a intolerância permanece como fator preponderante para a consistência desses preconceitos.  Prova disso é o levantamento fornecido pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), no ano de 2017, que datou mais de 400 óbitos de indivíduos somente pelo fato de pertencerem ao segmento LGBT. Dessarte, é um paradoxo considerar que esses acontecimentos persistam em um contexto atual em que se aumentaram debates e manifestações referentes à busca de direitos como a liberdade de expressão e a igualdade, assim como assegura a Constituição Federal Brasileira.

Sob esse aspecto, segundo o Princípio da Isonomia de Aristóteles, é fundamental tratar todos os seres como iguais, à medida da sua desigualdade. Isso quer dizer que é preciso beneficiar aqueles que são rebaixados socialmente, buscando equilibrar a realidade de todos os indivíduos. Dessa forma, é de extrema importância incorporar à realidade brasileira tal pensamento, com o objetivo de reparar os danos físicos, psicológicos e morais já exercidos pelos homofóbicos no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que a aversão a homossexuais constitui-se como um bloqueio que impede a convivência harmônica dos indivíduos em sociedade. Assim, para que isso mude, o Ministério da Educação aliado às esferas estaduais e municipais deve introduzir nas escolas, precisamente no ensino médio, uma matéria específica responsável por abordar questões sobre a sexualidade, demonstrando as diferentes formas de expressão do afeto. Ademais, ela deve fomentar debates por meio de senso crítico, com auxílio de profissionais especialistas no assunto, objetivando o respeito à diversidade, mostrando aos alunos que todos merecem dignidade e apoio social. Assim, por meio dessas alternativas, os homossexuais terão igualdade, liberdade e respeito como todos os outros brasileiros.