Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 26/06/2018

A homossexualidade presente no livro “O Ateneu”, do escritor Raul Pompeia, causou escândolo na sociedade brasileira da época. Apesar de hoje sua obra ser estudada nas escolas e universidades, a homofobia no país mata uma pessoa LGBT a cada 25 horas, segundo um estudo do Grupo Gay da Bahia. Por isso, é fundamental reverter a cultura homofóbica brasileira para resguardar os direitos humanos dos homossexuais, bissexuais e transgêneros no Brasil.

Primariamente, a fim de entender a violência sistemática contra os homossexuais na contemporaneidade, é necessário analisar sua origem histórica. Além da homofobia presente em diversas doutrinas religiosas, a comunidade científica do século XX reforçou a homossexualidade como uma doença mental, apenas reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma orientação sexual saudável em 1990. Neste sentido, verifica-se que a sociedade ocidental encontra-se apenas no início do combate à homofobia.

Embora o movimento LGBT brasileiro tenha conquistara muitos direitos, como o nome social e o casamento civil entre homossexuais, há muito o que alcançar no campo cultural. Assim, a educação surge como um importante meio de tornar a homossexualidade mais aceita pela sociedade, como tem feito o projeto “Escola Sem Homofobia”. Gradativamente, tais iniciativas mudam a visão sociocultural do Brasil em relação a diversidade de gênero e a sexualidade.

Em suma, torna-se patente as profundas raízes culturais e históricas da homofobia no Brasil, que provoca índices alarmantes de preconceito e violência ainda hoje. Ademais, aponta-se o papel da educação pública em transformar a sociedade através de projetos e disciplinas que trabalhem a integração e aceitação das pessoas LGBT. Também cabe ao Poder Legislativo aprovar a criminalização da homofobia, necessária para a proteção legal das vítimas. Dessa forma, o Brasil, finalmente, acolherá todas as formas de amor.