Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 23/07/2018

Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB). Segundo o grupo, foi o maior número já registrado desde que começou o monitoramento pela entidade, o que mostra o quanto essas pessoas continuam vulneráveis.

É notório que a sociedade brasileira obteve alguns avanços quanto a aceitação da homossexualidade, como a legalização do casamento do gay e da adoção de crianças por casais homoafetivos. No entanto, o povo brasileiro ainda é homofóbico, cada vez mais jovens e até adultos não assumem que são homossexuais devido ao medo de serem julgados ou até mesmo de sofrerem atos de violência. Muitos ainda lidam com a depressão e às vezes chegam a cometer suicídio motivados pela pressão exercida pela família, amigos e até mesmo instituições religiosas.

Posto isso, pode-se inferir que a homofobia já se inicia dentro de instituições que deveriam pregar o respeito ao próximo independente de sua orientação sexual: as escolas e as igrejas. Nas instituições de ensino, é cada vez mais comum jovens homossexuais sofrerem bullying ou serem excluídos. Já nas instituições religiosas, padres e pastores excluem essas pessoas de muitas atividades dentro da comunidade e fazem julgamentos com base apenas nas escrituras de que o homem foi feito para a mulher e vice versa, despertando o ódio e o preconceito em muitos de seus fiéis.

Por tudo isso, é imprescindível que o Ministério da Educação invista em aulas educativas nas escolas desde o ensino infantil, para que as crianças cresçam sabendo a importância de respeitar o outro independente de sua opção sexual. Além disso, é importante que essa noção de respeito de estenda aos pais, portanto, palestras devem ser realizadas para as famílias no ambiente escolar, até para que elas aprendam a lidar com a opção sexual de seus filhos e como melhor orientá-los. Por fim, o Poder Legislativo deve aprovar uma lei que criminalize a homofobia, para proteger essas pessoas da violência e discursos de ódio.