Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 02/07/2018

O famoso livro ‘‘Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens’’ retrata a vida de um adolescente gay que começa a se comunicar anonima e secretamente com um indivíduo de mesma opção sexual. Porém, alguém vaza os e-mails do jovem que precisa lidar agora olhares tortos de todos os ângulos. Fora do universo da escrita a homofobia ainda é um assunto em pauta no Brasil e, portanto, devem ser solucionados com extrema urgência todos os entraves que fazem dela uma realidade.

Deve-se pontuar, de início, que a ineficiência das leis brasileiras, no que tange aos atos homofóbicos, é um dos principais empecilhos para a resolução dos problemas relacionados a esse viés. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia uma pessoa LGBT é morta a cada 27 horas no Brasil, e a esmagadora maioria dos casos são arquivados, mas nem sequer voltam a ser debatidos, tampouco solucionado.

Convém ressaltar, também, que, na grande maioria das vezes, essa intolerância se inicia em casa. Mesmo com a grande repercussão midiática que essa temática vem ganhando atualmente, em muitos lares brasileiros ainda é passada a ideia da tradicional família, ou seja, aquela que apresenta um homem e uma mulher. O Brasil, por ser um dos países no mundo que mais negligenciam a educação, é muito comum encontrar indivíduos que acreditam que  o homossexualismo é algo anormal ou até mesmo doentio, e passam esse conceito  para as gerações futuras.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Inicialmente, caberá aos três poderes da República brasileira - Executivo, Legislativo e Judiciário - redigir e aplicar leis que deverão punir com multas e anos de prisão praticantes de atos homofóbicos, tanto verbais, quando físicos. Ademais, é dever do Ministério da Saúde disponibilizar atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito