Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 10/07/2018
As ideias iluministas, perpetuados no século XVIII, passavam percepção de igualdade e liberdade, de forma que a sociedade vivesse bem com as diferenças, buscando, assim, a felicidade humana. Porém, Cazuza, ícone dos anos 80, cita em uma de suas músicas a seguinte frase: " me chamam de ladrão, de bicha, maconheiro", o que mostra que a intolerância ultrapassa gerações, enraizadas em uma cultura homofóbica, contrariando os ideais Iluministas.
Apesar da evidência que o homossexualismos vem ganhando, esse quadro de violência a grupos LGBT’s ainda faz-se presente no século XXI. Isso se deve à sociedade estar enraizada em uma cultura machista e sexista, na qual os pais ensinam desde cedo aos seus filhos que um relacionamento deve ser composto por um homem e uma mulher, mostrando-os a relação homoafetiva como algo estranho e errôneo.
Dessa forma, muitos jovens, frustados por serem homossexuais em uma sociedade que os vêem como aberração, acabam, muitas vezes, cometendo suicídio, decorrente de problemas psicológicos. Junto a isso, o homicídio mata muitos integrantes da comunidade LGBT no Brasil, sendo 400 mortes em 2017, segundo o grupo gay da Bahia. Tornando o Brasil, apesar de não fazer parte dos 13 países que condenam a homoafetividade com pena de morte, o país que mais mata LGBT’s no mundo, de acordo com dados divulgados pelo G1.
Assim, faz-se necessário inicialmente que o Legislativo elabore uma lei específica para a homofobia, descartando a possibilidade de pagamento de fiança. Além disso, cabe às escolas uma maior abordagem sobre este assunto em sala de aula, para que se forme jovens de mentes mais abertas, podendo, também, oferecer acompanhamento psicológico a alunos homossexuais. E, por fim, usar a mídia, meio que atinge público de todas as faixas etárias, com propagandas que demonstrem a homoafetividade como algo normal.