Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 11/07/2018
O futuro que persiste o passado
Segundo o filósofo René Descartes, a felicidade é um fator de suma importância para concretização de um bem estar. Frente a intolerância persistente no cenário brasileiro atual, torna-se ameaçada a pauta proposta pelo Iluminista. Nesse âmbito, cabe ressaltar que a oposição aos homossexuais recebe lugar de destaque, cabendo aos agentes sociais a intervenção da problemática.
Ademais, a Constituição brasileira de 1988 assegura aos cidadãos o direito grego de isonomia, que tem como base a igualdade perante a lei. Em contrapartida, ainda persistem ideologias de viés que confrontam à democracia. Prova disso são dados da Universidade de São Paulo ao qual apontam que 7 em cada 10 gays já sofreram algum ataque, ora físico, ora verbal.
Além disso, está intrínseco, em uma parcela da sociedade, que a união entre seres do mesmo gênero não é o apropriado. Estes, fazem o uso de premissas biológicas, culturais e religiosas para sustentar seus preconceitos. Entretanto, convém analisar que tais ideais podem acarretar em manifestações que ferem a diversidade, prejudicando o desenvolvimento de vida da minoria LGBT.
Em consonância a fragilidade de uma parte, cabe também ao processo histórico a perpetuação da doutrina, uma vez que apenas em 1990 a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da lista de doenças. Outrossim, há dificuldades na aprovação de leis que visam impedir o crescimento da discriminação, como a PLC-22.
Em síntese, consta-se preciso a participação de diversos poderes a fim de criminalizar e combater a homofobia. Logo, poderia haver uma manutenção do Poder Legislativo, criando medidas em prol da criminalização imediata de atitudes que ameacem à integridade dos homossexuais. Outrossim, o Ministério da Educação poderia inserir ou intensificar palestras a favor do respeito a diferença. Assim, associando o poder superior a medidas socioeducativas, teria êxito o conceito cartesiano.