Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 29/08/2018

A população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e transexuais) convive diariamente com o violento preconceito recebido por parte dos brasileiros. A todo instante ela sofre agressões físicas e psicológicas de todo o tipo, de forma que esse cenário se mostra persistente. Visto isso, diante dessa realidade, vale ressaltar dois principais fatores contribuintes com essa continuidade factual: a naturalização da homofobia no Brasil e o descaso do governo para com a questão.

Quando um homossexual é vítima de violência por possuir opção sexual diferente da maioria e a população brasileira, no geral, recebe a notícia, sendo essa apenas mais uma dentre qualquer outra, a homofobia está naturalizada no país. Em outras palavras, tornou-se banal a violência contra o grupo LGBT. Com efeito, a falta de um olhar sensível para essa questão faz da maioria dos brasileiros, mesmo que indiretamente, cúmplices do agressor e em nada isso colabora para amenizar o problema.

Ademais, a fraca participação do Estado com a causa LGBT ainda não tornou possível considerar a homofobia crime no Brasil. A questão, por vezes levantada pelos políticos no Congresso Nacional, foi engavetada nos aquivos federais para ser discutida outrora. Contudo, até o momento atual não está em trâmite. Consequentemente, sem respaldo jurídico, as faltas contra os homossexuais não podem ser analisadas como tais, mas sim, como outra modalidade criminal. Logo, enquanto o governo não prioriza esse entrave, não haverá penalidade por causa justa para os agressores, que, continuarão a cometer injúrias.

A par disso, portanto, é com urgência que se rompa a cultura homofóbica. Desse modo, é preciso, primeiramente, desnaturalizar a homofobia e isso pode ser concretizado por viés da educação a qual pode sensibilizar os brasileiros a causa. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve incentivar as escolas a abordarem o assunto durante as aulas de ciências sociais, disciplina obrigatória. Somado a isso, a mídia pode colaborar ao convencer à população a pressionar o governo a fim de que seja aprovada a lei penal em favor dos homossexuais. Isso pode ser feito por meio de ampla campanha nacional nas redes sociais capaz de mobilizar as pessoas a assinar uma petição pública e , por fim, exercer pressão no governo.