Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 19/07/2018

No dia 28 de junho de 1969, um episódio marcara Nova York. Diversas pessoas foram presas devido à sua orientação sexual em um bar no bairro Greenwich. Destarte, neste dia comemorasse o orgulho LGBT, visando o fim da homofobia e a igualdade perante as escolhas sexuais. Dentro da conjuntura supracitada, há duas problemáticas que viabilizam o preconceito no Brasil, são: a falta de lei específica, e a insistência de uma sociedade retrógrada e homofóbica.

Primeiramente, o artigo 5º da Constituição Federal estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Entretanto, pesquisas comprovam que este é contraproducente. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, 340 pessoas foram assassinadas no país, em 2016, devido sua orientação sexual. Tangente, a falta de lei específica causa sensação de vulnerabilidade, fazendo com que muitos casos de violência fiquem impunes. Assim, a comunidade LGBT fica a mercê do ímpeto hodierno.

Ainda, Machado de Assis caracterizava o homem como um ser desprovido de virtudes. Nesse contexto, heranças subjugadoras, carregadas de hostilidade são perpetuadas ao longo dos anos. Com efeito, muitos pais com pensamentos preconceituosos - herdado de seus antepassados - fomentam seus filhos a pensarem da mesma maneira, formando cidadãos aversos perante a diversidade vigente. Atrelado, está o fato de muitas escolas não tratarem sobre o assunto, compactuando com a falta de informações para com os alunos.

É evidente, portanto, que a homofobia é uma inferência e precisa ser combatida. De modo análogo, como citou Auguste Comte, é necessário ver para prever, a fim de prover. Nesse sentido, torna-se imperativo que o poder público criminalize a homofobia e crie delegacias especializadas ao caso, visando dar sua devida importância, além de ofertar mais segurança àqueles que necessitam e punir aos que praticam atos criminosos decorrente a circunstância descrita. Finalmente, o governo em parceria à mídia deve criar campanhas abrangendo o tema a fim de desconstruir preceitos intolerantes. Ademais, as escolas devem debater mais sobre o cenário, por meio de palestras, visando a formação de adultos complacentes, para que a uma sociedade tolerante e acolhedora seja construída.