Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Segundo o psicanalista Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência, ou seja, as novas configurações de relacionamentos provocam em alguns brasileiros a desaprovação, que acarreta na homofobia. No entanto, dois aspectos são relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.
Sendo assim, a persistência da herança de um passado marcado pela imposição, na qual, casal é considerado apenas a união de homem e mulher, ainda se encontra presente na sociedade brasileira. E isso, torna a relação homoafetiva errada aos olhos dos preconceituosos. De acordo com o cientista contemporâneo Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo, do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, a homofobia é uma problemática complexa de ser resolvida.
Além disso, ela não é considerada crime no país, isso é, a luta do movimento LGBT não está sendo valorizada da maneira devida. Conforme o mapa da homofobia elaborado pelo G1, nos últimos 10 anos, houve uma taxa de 465 vítimas agredidas. Mas também, a vida dessa minoria pode ser prejudicada no aspecto mental. Já que, algumas pessoas desenvolvem problemas psicológicos por conta da pressão social imposta. Assim, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito se encontra sobretudo na perpetuação do preconceito que afeta psicologicamente as vítimas.
Fica evidente, portanto, que a resistência em relação a normalização do homossexualismo ainda persiste no Brasil hodierno. Dessa forma, cabe ao Estado no papel do poder legislativo, tornar a homofobia um crime e para maior facilidade às denúncias, seria necessário a abertura de delegacias especializadas. Ademais, o Ministério da Educação, deveria inserir mais conteúdos na grade curricular de sociologia, em relação