Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 24/07/2018
Segundo o psicanalista Sigmund Freud, o novo sempre despertou perplexidade e resistência, ou seja, as novas configurações de relacionamentos provocam em alguns brasileiros a desaprovação, que acarreta a homofobia. No entanto, dois aspectos são relevantes: o legado histórico cultural e o desrespeito às leis.
Sendo assim, a persistência da herança de um passado marcado pela imposição, na qual casal é considerado apenas a união entre homem e mulher, ainda se encontra presente na sociedade hodierna. E isso torna a relação homoafetiva errada aos olhos dos preconceituosos. De acordo com o cientista contemporâneo Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Sob tal ótica, a homofobia é uma problemática complexa de ser resolvida.
Além disso, ela não é considerada crime no país, isso é, a luta do movimento LGBT não está sendo valorizada da maneira devida. Conforme o mapa da homofobia elaborado pelo G1, nos últimos 10 anos, houve uma taxa de 465 vítimas agredidas. Mas também, a vida dessa minoria pode ser prejudicada no aspecto mental, já que algumas pessoas desenvolvem problemas psicológicos por conta da pressão social imposta. Assim, a violação dos direitos humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito se encontra sobretudo na perpetuação do preconceito que afeta psicologicamente as vítimas.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para resolver o impasse. Dessa forma, cabe ao Estado, no papel do poder legislativo, tornar a homofobia um crime e para maior facilidade às denúncias, seria necessário a abertura de delegacias especializadas. Ademais, o Ministério da Educação, deveria inserir mais conteúdos na grade curricular de sociologia em relação ao movimento LGBT, para que assim hajam cidadãos mais tolerantes comparados com os atuais. Quem sabe, assim, o fim da homofobia deixe de ser uma utopia.