Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/08/2018

Desde os horrores da Segunda Guerra Mundial, a sociedade buscou se desenvolver humanisticamente, pregando a igualdade e o respeito a partir da Declaração dos Direitos Humanos e da própria Constituição Federal. No entanto, tendo em vista o preconceito sofrido pela comunidade LGBT, percebe-se a permanência da homofobia na sociedade, seja disfarçada de moralidade e religiosidade ou fruto da falta de educação de qualidade. Logo, esse preconceito, que vai desde a violência na sua forma explícita até a discriminação na doação de sangue, ainda faz muitas vítimas no Brasil hodierno e, portanto, deve ser discutido.

Destarte, boa parte dos indivíduos que apresentam aversão a homossexuais tem como desculpa a teoria de que sexo é apenas uma forma de procriação e, por não ter biologicamente essa função, a homossexualidade é considerada um pecado. Porém, essas pessoas acabam se contradizendo ao praticarem atos homofóbicos tendo como base a religião, já que, segundo o livro bíblico de João, é preciso amar uns aos outros, pois aquele que ama é nascido de Deus. Sendo assim, levando em consideração o cristianismo, o amor não pode ser considerado um pecado.

Outrossim, a falta de um ensino que busque desenvolver o respeito também é responsável pela permanência do preconceito, já que, de acordo com o deputado Jean Wyllys, a homofobia é algo ensinado. Desta feita, crianças que convivem com a discriminação em seu seio familiar e não tem na escola a oportunidade de desenvolver uma mente mais tolerante, tornam-se igualmente homofóbicas, já que é passada a visão de homossexuais como doentes e pecadores e nunca como iguais.

Portanto, para que a igualdade pregada na Declaração dos Direitos Humanos e na Constituição se tornem uma realidade no Brasil, é preciso que o Governo proíba projetos, como a “cura gay”, que apenas intensificam a visão da homossexualidade como uma doença. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação forneça regularmente palestras que busquem o desenvolvimento da tolerância para os jovens, pois esses ainda não possuem uma mentalidade formada. Por fim, é imprescindível que a comunidade religiosa estabeleça, a partir de panfletos e reuniões, interpretações do livro seguido por essas pessoas, diminuindo, assim, os atos homofóbicos advindos da má interpretação de preceitos religiosos.