Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 15/08/2018

No filme ‘‘Moonlight: sob a luz do luar’’ o protagonista Chiron é um jovem, negro e gay, que lida com as dificuldades de uma vida precária e o preconceito. Com 8 indicações ao Oscar, a temática do filme fez sucesso, porém, infelizmente, a empatia sentida pela história ainda projeta-se somente na ficção, fato evidente principalmente no Brasil, que lidera o registro de crimes homofóbicos.

Em primeiro lugar, a vertente nazista que predominou na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial pode nunca ter saído dos princípios e chego até o território nacional. Deste modo, não tanto diferente de Hitler, a população continua com o assassinato de homossexuais, em um ato claro de puro preconceito e intolerância, principais responsáveis por essa violência. De acordo com o Grupo Gay da Bahia, aproximadamente a cada 25 horas uma pessoa LGBT é assassinada no país, e vale destacar que, a falta de registros ainda é um grave problema a ser enfrentado. Diante disso, é notória uma cultura enraizada na sociedade, onde certamente a heteronormatividade está instalada.

Assim, essa ideologia que considera a homoafetividade algo errado mostra-se em diversos ambientes sociais. Primeiramente, a escola é o principal local em que ocorre o bullying contra os jovens homossexuais. Por conseguinte, o desempenho escolar da vítima é afetado, assim como problemas mentais podem vir a ser desenvolvidos advindo da violência física e psicológica sofrida. Da mesma maneira, a rejeição da família agrava este quadro de complicações, o que pode levar o jovem abalado emocionalmente à atitudes drásticas, como o suicídio.

Portanto, conceitos devem ser mudados para que seja possível uma vida harmônica em sociedade apesar das diferenças. Destarte, a escola, que tem papel importante na preparação dos indivíduos para a vida em conjunto, deve discutir e ensinar a repensar valores culturais permitindo a desconstrução de normas rigidamente estabelecidas, sendo isso por meio de debates ou palestras, e contando ainda, com a ajuda do Ministério da Educação e do Governo, para que comece a ser abordada essa temática em livros didáticos, mesmo que os adultos de agora critiquem, a fim de que possa ser reduzido a violência e o preconceito, pelo menos nas próximas gerações.