Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 14/08/2018
A análise da frase ‘’ o mais alto nível de educação é a tolerância’’, do filósofo Platão, afirma que no Brasil ainda há muito que se desenvolver se tratando de educação, visto que as manifestações de violência contra a comunidade LGBT tornou-se insustentável. Hoje, no Brasil, infelizmente, a homofobia é muito recorrente, caracterizando não só a intolerância, mas também a dificuldade de uma sociedade em se adequar as diferenças. Dessa forma, buscar alternativas para combater essa problemática é fundamental para a coexistência pacífica entre os cidadãos.
Primeiramente, é importante destacar que a falta de uma lei que determine a homofobia como crime é o maior obstáculo para minimizar essa problemática. Um exemplo disso, é que no Brasil a cada 25 horas, segundo o mapa da homofobia, uma pessoa é morta por causa da orientação sexual. Dessa forma, o descaso do governo com os homossexuais faz com que 95% das vítimas não denunciem, o que intensifica ainda mais a prática de violência por agressores machistas e intolerantes.
Em segundo lugar, é preciso voltar ao passado histórico brasileiro e salientar que desde a antiguidade a homossexualidade sempre esteve presente, em Esparta, por exemplo, o amor entre os soldados era permitido, já que para eles, a relação fortalecia o exército. É com base nesses fatos históricos que podemos afirmar que em pleno século XXI, infelizmente, ainda há pessoas que consideram a homossexualidade como uma prática desumana. Desse modo, muitos LGBT’S se sentem oprimidos em virtudes de questões religiosas e preconceitos estereotipados como inferiores e desprezíveis.
Fica claro, portanto, que a homofobia é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra a orientação sexual, a fim de atenuar o ato do preconceito na sociedade. Ademais, cabe ao poder Legislativo criar leis que considerem a homofobia como crime, além de aumentar a pena para quem a praticar. Por fim, cabe a escola promover palestras sobre as diferentes orientações sexuais, visando informar crianças e jovens sobre os diferentes laços afetivos, diminuindo assim, o preconceito existente.