Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 16/08/2018

Preconceito. Intolerância. Desrespeito. Violência. Nesse cenário se instala a homofobia no Brasil. Em contraste às conquistas do grupo LGBT brasileiro, como por exemplo o casamento civil e a adoção por casais homossexuais, a violência, seja simbólica, seja verbal ou física, contra o grupo se mostra cada vez mais forte e visível. Portanto, é necessário que medidas de combate a este problema sejam tomadas.

Em primeira instância, há uma normalização da homofobia no país. Esse fato é comprovado quando analisamos o conteúdo pejorativo associado aos LGBT’s em filmes, novelas, programas de humor e produções independentes da internet. Nesses meios de comunicação, geralmente, o homossexual é um indivíduo ridicularizado pela sua personalidade, vocabulário ou figurino. O que enraíza na massa brasileira um preconceito velado, a criação de estereótipos, além da violência simbólica e verbal ao grupo.

Em segunda instância, a não admissão desse preconceito e a criação de um tabu em relação ao assunto dá margem ao desenvolvimento do sentimento de ódio e aversão para com os homossexuais. Em 2015, numa escola pública paulista, o jovem Peterson de Oliveira foi espancado até a morte por um grupo de estudantes. Peterson era filho adotivo de um casal homoafetivo. E esse foi o motivo da violência. Ademais, segundo o Grupo Gay da Bahia, 44% dos casos de crimes homofóbicos mundiais foram praticados no Brasil.

Logo, observamos que a problemática é resultante de fatores sociais, chegando a um nível que para além da intervenção dos mais variados setores, faz-se necessária a intervenção política. A priori, é indispensável a ação do Estado com a criação de leis específicas de proteção ao grupo e a devida punição de seus transgressores. Pois, segundo Hobbes, pactos sem espada - força coercitiva - são palavras sem força para defender alguém.

A posteriori, entidades educacionais devem desmistificar preconceitos estabelecidos através de aulas e palestras, junto a psicólogos e pedagogos. Outrossim, é necessário que a mídia produtora de ficções engajadas seja aliada deste combate, desmontando os esteriótipos criados por ela mesma. Com essas medidas de combate, então, mudaremos o cenário preconceituoso, intolerante, desrespeitoso, violento e homofóbico do Brasil atual.