Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 16/08/2018

O romancista Stefan Zweig mudou-se para o Brasil em meados do século passado, fugido do nazismo vigente na Europa. Maravilhado com seu novo lar, redigiu um livro cujo titulo é até hoje repetido: ‘‘Brasil, país do futuro’’.Todavia, ao observar-se o lamentável crescimento de praticas homofóbicas na sociedade hodierna, nota-se que sua ideologia não concretizou-se, e que há diversos entraves para solucionar-se a problemática em questão.

Mormente, evidencia-se que não ocorre o na teoria garante o artigo 5º da Constituição de 1988, especificamente o trecho que assegura o direito à igualdade, liberdade e segurança. Sob tal ótica, o cientista contemporâneo Albert Einsten ao afirmar que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito enraizado, torna nítido o atual contexto repleto de situações agressivas contra gays e lésbicas por exemplo, com a Idade Média, onde eram comuns as perseguições aos homossexuais.

De outra parte, percebe-se que uma das principais causas da violência persistente contra os LGBTs tem relação com a má educação dada à população no sentido de aprender a lidar e respeitar o outro, independente da orientação sexual. Ademais, a punição muitas vezes branda destinada aos praticantes de tal barbárie, apenas potencializa sua agressividade gratuita.

Diante disso, cabe ao Ministério da Justiça elaborar medidas emergenciais que assegurem a integridade física e moral dos LGBTs, garantindo-lhes o que é fundamentado na Carta Magna, além de punições mais severas aos que promovem a homofobia. Outrossim, o Ministério da Educação deve organizar palestras em escolas, a fim de conscientizar aos jovens a importância do respeito à diversidade. Segundo Helen Keller: ’’ O resultado mais sublime da educação é a tolerância’’. Frente a isso, é notável o quão fundamental é o ensino na formação do indivíduo para conviver e respeitar as diferenças. Após tais medidas, a teoria de Zweig poderá tornar-se realidade em um futuro próximo.