Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 17/08/2018

Na Segunda Guerra Mundial, Alan Turing, o pai da computação, suicidou-se após ser hostilizado por ser gay. Hodiernamente, a homossexualidade é tratada como tabu, como também há a ocorrência de violência, preconceito, além da discriminação que conduz à exclusão de pessoas com base na orientação sexual. Tal contexto, não há dúvidas de que a homofobia em questão no Brasil tornou-se constante.

A Magna Carta de 1988, artigo 5º garante direito à vida, à liberdade, à segurança e todos são iguais perante a lei. Convém ressaltar, que a discriminação com a orientação sexual traduz, certamente, na violência verbal, psicológica e física. De acordo com Disque 100 - Direitos Humanos, no ano de 2015, 1963 denúncias em relação à violência aos LGBT, além das 132 mortes em 2016 - dados do Grupo Gay da Bahia. Essa caótica realidade é silenciada pela população brasileira, bem como o Estado, além de romper com o próprio artigo 6º, o qual afirma ser dever da União garantir segurança para todos.

Somando a isso, tem-se o fato de que, na atualidade, o preconceito da sociedade em relação ao LGBT estimula o retrocesso do desenvolvimento social da própria. Isso faz com que no universo familiar, nas escolas e outros lugares de convívio social cresçam a não relação entre os indivíduos não pertencentes ao grupo e aos LGBT, além da falta de políticas públicas em prol dessa minoria - lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, trasvestis e transgêneros. No entanto, assim como Alan Turing, o comportamento diante à intolerância resulta em suicídios e assassinatos,  consequências gravíssimas. Assim, é imprescindível a atuação do Estado e da sociedade, sendo uma importante etapa para uma mudança no mapa da homofobia.

Mediante os fatos elencados, percebe-se que, no Brasil, a questão da homofobia é constante. Destarte, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido em escolas públicas e privadas, o qual disponibilize apoio individual e/ou em grupo, por meio de orientadores e voluntários de confiança, capacitados em questões LGBT, para tratar com os alunos tanto sigilosamente, como abertamente, com palestras e consultas, a fim de deixar claro como e o porquê de falar, respeitar e entender questões LGBT no cotidiano, visto que breve tornar-se-ão adultos. Desse modo, será possível reverter o preconceito e a exclusão vivenciada pelos grupos LGBT.