Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 20/08/2018

É incontestável que os homossexuais são constantemente alvo de opressões e configurações inferiorizantes. Nesse sentindo, mediante fatores em âmbitos históricos, culturais e governamentais, esse grupo é gradativamente excluído da isonomia, uma vez que sua orientação sexual não é aceita por parcela da sociedade — corroborando movimentos de preconceito e marginalização no Brasil.

Em meados do século XX, uma epidemia de AIDS atingiu muitos cidadãos no país. Com ênfase, a homossexualidade ficou intrinsecamente ligada a doença, haja vista o grande número de casos a envolvendo, que, influenciados pelo sistema político vigente (Ditadura Militar) e por um tradicionalismo primitivo das relações interpessoais, culminaram em uma massiva onda de segregação social. Dessa maneira, a homofobia, já vigente por meio da existência do egocentrismo de ideologias e das sucessivas tentativas de não aceitação da diversidade, foi reforçada e, atualmente, influencia a vivência harmônica dos LGBT’s na sociedade.

Desse modo, na contemporaneidade, é comumente visto em veículos midiáticos o crescente número de notícias acerca de homossexuais sofrendo, muitas vezes fatalmente, com essa intolerância. Outrossim, o governo é um dos maiores colaboradores para a negligencia dessa problemática, visto que não há políticas diretamente voltadas para promoção da cidadania e plenitude social dessas pessoas. Conforme as ideias contratualistas de John Locke, a homofobia configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis, principalmente a segurança e ao respeito.

É evidente, portanto, que a homofobia caminha na direção contrária das políticas sociais que visam o bem-estar de muitos cidadãos. Por isso, a administração pública, em consonância com os Poderes Legislativo e Executivo, devem elaborar e concretizar métodos diretos e eficazes de combate a homofobia, como a implantação de leis mais severas, para reafirmar a isonomia prevista na Constituição de !988. Destarte, segundo Pitágoras, filósofo grego, não será necessário castigar os homens se as crianças forem certamente educadas, logo, é importante a discussão da temática em estabelecimentos de ensino a fim de promover a empatia com o coletivo e lidar com o mal pela raiz. Assim, a homofobia no Brasil prosperará diminuições em seu exercício no país.