Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 23/08/2018

‘’O importante não é viver, mas viver bem’’. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para individuos LGBTs que, diante de discriminações sofridas, vivem, não necessariamente bem. Com isso, ao invés de agir para aproximar a realidade descrita por Platão, da vivenciada por estes indivíduos, a sociedade e a falta de empatia da pós-modernidade contribuem com a situação.

Segundo dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia, em 2017, mais de 400 homossexuais foram assassinados no Brasil. Isso ocorre porque, hodiernamente, a sociedade brasileira é heteronormativa, ou seja, todas as orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas. Por conseguinte, a não aceitação social leva, consequentemente, os LGBTs a enfrentarem problemas, tais como, dificuldades para ingressar no mercado de trabalho e crescentes ataques homofóbicos. Dessa forma, a sociedade, indubitavelmente, contribui para o distanciamento da realidade descrita por Platão, da vivenciada por indivíduos homossexuais.

Ademais, a fluidez dos tempos pós-modernos conforme caracterizou Zygmunt Bauman contribui com a problemática. Isso decorre do individualismo e egoísmo, comuns na pós-modernidade, que resulta numa falta de empatia com o próximo. Assim, criando uma sociedade egoísta e individualista, que não se importa e nem ao menos pensa em questões relacionadas ao povo LGBT. De modo consequente, zero projetos públicos para acabar com a homolesbotransfobia no Brasil foram criados porque não existem dados oficiais.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que aproxime estas duas realidades. Em razão disso, o governo, como autoridade democrática, deve, por meio de uma lei, criminalizar a homofobia, com intuito de diminuir os crescentes ataques homofóbicos. Outrossim, o MEC deve, em parceria com pedagogos, fazer uma forma no ensino infantil, fundamental e médio. Tal reforma deverá incluir a disciplina ética na grade horária escolar, com fito de desconstruir a falta de empatia enraizada na sociedade. Desse modo, a realidade destes indivíduos será aproximada da realidade descrita por Platão.