Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 31/08/2018
O século XVIII foi marcado por intensas mudanças sociais. Os ideais iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade, que antecederam a Revolução Francesa, em 1789, , perpetuam até hoje nas diversas lutas por direitos coletivos. Na sociedade brasileira há muito preconceito em relação a homossexualidade, o que promove um intenso discurso de ódio a homoafetivos, que constantemente são vítimas de agressão, tanto verbalmente como fisicamente, apenas pela sua orientação sexual, o que torna a sua luta por igualdade mais necessária ainda.
A intolerância com o diferente esta muito presenta na sociedade contemporânea. O preconceito, a ignorância e a falta de empatia com pessoas, faz com que estes cometam atrocidades. Indivíduos que tratam com indiferença, com descriminação e até mesmo de forma violenta homossexuais são taxados como homofóbicos, e estes ainda julgam a homossexualidade como doenças. Os números de casos de homofobia no Brasil não param de crescer. Em levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), apontou recorde de mortes por homofobia no país, em 2017; cerca de 445 pessoas foram morta, vítimas do preconceito de uma sociedade intolerante.
Ademais, em carta escrita em 1935, Sigmund Freud já afirmava que a homossexualidade não é doença. “É uma grande injustiça perseguir a homossexualidade como se fosse um crime - e uma crueldade também”. Logo, percebe-se que não são os homossexuais que sofrem de doença ou distúrbios, mas sim a sociedade, que tem grande dificuldade em aceitar aquilo que é taxado como diferente, que não consegue amar o próximo, se este não estiver no mesmo padrão que o seu. A sociedade sofre de uma doença crônica, a intolerância. Para reverter este cenário, não será fácil, mas com o engajamento de todos, será possível.
Portanto, para que as atrocidades cometidas a homossexuais diminuam no Brasil, medidas precisam ser tomadas. É preciso que o Governo Federal implemente uma lei que criminaliza a homofobia no país, criando medidas punitivas cabíveis aos acusados. O Projeto de Lei da Câmara n° 122, de 2006, que previa a criminalização da homofobia, teve sua tramitação encerrada no Senado. É de estrema importância que este projeto seja revisto e aprovado, tornando a intolerância a homoafetivos crime. O Ministério da Educação, junto de ONGs, devem criar campanhas contra a homofobia, nas escolas, explicando que isto não deve ser tratado como uma doença e, engajando também, toda a sociedade, para que esta se conscientize sobre o mal que está fazendo ao próximo quando age com intolerância a este; para que assim, todos aprendam a amar seus semelhantes, independentemente de sua orientação sexual.