Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 04/09/2018
O movimento em defesa dos homossexuais surgiu na Europa no século passado, tendo a bandeira voltada para direitos civis. Durante a Segunda Guerra, centenas de gays foram mortos e logo em seguida foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas), com ideias de preservação dos direitos humanos. Apesar dos avanços sociais, ainda hoje ocorrem inúmeros crimes contra LGBTQs, o pensamento conservador de grande parte da população e a falta de empatia são os principais responsáveis.
Nesse contexto, é indispensável ressaltar que a Igreja é uma das grandes culpadas pelos preconceitos enraizados na sociedade, visto que boa parte da população tem criação patriarcal e machista, voltada para preceitos religiosos que julgam o diferente como pecado.
Além disso, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, em 2017, 445 LGBTQs foram mortos em crimes motivados por homofobia, que faz uma média de uma vítima a cada 19 horas. Tristemente, muitos casos ainda são desconhecidos, já que muitas pessoas não denunciam por medo de não acontecer justiça.
De acordo com os argumentos supracitados, fica clara a necessidade de mudança. Cabe ao Governo, junto com o poder legislativo incentivarem mais representantes do grupo no Senado para criarem leis que criminalizam a homofobia. Ademais, é dever das escolas, em conjunto com a Secretaria de Educação investirem em campanhas e palestras nas aulas de sociologia, filosofia e língua portuguesa, além de alunos, com atenção voltada também para os pais, objetivando criar uma ótica mais humanista em todos, visto que a maioria dos preconceitos começam em casa. Como dizia Nelson Mandela, famoso pacifista sul-africano “As pessoas não nascem preconceituosas, e sim, ao longo de sua vida, aprendem a odiar. Porém, podem, também, aprender a amar.”