Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 04/09/2018
Desde o período da Grécia Antiga, quando as primeiras sociedades estavam em desenvolvimento, as relações homoafetivas eram deliberadamente comuns, principalmente entre os grandes líderes. Entretanto, no que tange a contemporaneidade, tais práticas são tidas, por muitos, como imorais/antiéticas e, portanto, passíveis de repressão. No Brasil, a constituição, de 1988, assegura a liberdade de expressão, e a homofobia transgrede esse direito.
É importante considerar, inicialmente, que, devido à grande repressão social sofrida pelas minorias, a busca por representatividade torna-se fundamental. A cantora Pabllo Vittar, que compactua com o movimento LBGTQ, visa reduzir os preconceitos por meio de suas músicas, tal como em “Indestrutível”, que apresenta a tentativa de superá-los em meio à violência. Porém, apesar das buscas por inclusão, diariamente são relatados atos de agressões nos noticiários.
Além disso, ainda há quem diga que a homofobia não deve ser criminalizada, pois esse “tipo de gente”, vítimas, prejudica os avanços sociais. No entanto, assim como na química, onde um elemento independente do estado físico será sempre o mesmo, as pessoas, independente de suas orientações sexuais serão sempre pessoas. Assim, o respeito à diversidade cultural e, sobretudo, assegurado por lei mostra-se de suma importância à civilização.
Faz-se necessário, portanto, a criação de medidas que almejem o combate à homofobia. Parcerias entre o Ministério da Segurança Pública e a Polícia Militar, a fim de punirem com penas mais severas os infratores, a partir da criminalização das intolerâncias sexuais, visam-se efetivas. Dessa forma, a longo prazo, o preconceito e o respeito se tornarão grandezas inversamente proporcionais, sendo a segunda com tendência ao infinito.