Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 05/09/2018

O ano de 1969 foi marcado por um dos episódios mais violentos já vistos em Nova Iorque, a Revolta de Stonewall. O confronto entre os homossexuais e os policiais durou cerca de 144 horas e deu origem ao Dia do Orgulho LGBT. Observa-se que 49 anos se passaram e casos extremos e repugnantes de homofobia ainda são comuns, principalmente no Brasil, um dos países mais homofóbicos do mundo, por causa de uma cultura discriminatória de raízes profundas, que provoca conseqüências vezes irreversíveis às vítimas.

Nesse aspecto, a cultura homofóbica no Brasil provém sobretudo do fato do país ter sido católico por muitos anos, visto que essa religião prega a certa condenação de quem não se encaixa no padrão heterossexual. No entanto, apesar de, atualmente, o Estado ser laico, ou seja, não receber interferência da igreja - mesmo a população sendo majoritariamente católica - a discriminação perdura, chegando a níveis imensuráveis.

Dessa forma, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, a cada 21 horas uma pessoa é morta ou agredida, fisicamente ou verbalmente, por causa de sua orientação sexual, no Brasil. Além disso, segundo a psicoterapeuta e professora da Universidade de São Paulo, Cecília Prado, o número de LGBTQI+ que sofre com problemas psicológicos como depressão, fobias e isolamento social é cada vez maior. Vale ressaltar, ainda, que apesar das inúmeras transgressões cometidas, principalmente contra homossexuais, a homofobia não é considerada crime no Brasil.