Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 08/10/2018

Na mitologia grega, Procusto sequestrava pessoas que julgava diferentes do padrão estabelecido por ele e as colocava em uma cama de ferro, cortando e esticando seus corpos até que ficassem todos iguais. Análogo a isso, expandindo o mito supracitado para o universo da homofobia, parte do corpo social age como Procusto para com a comunidade LGBT ao praticar atos de homofobia e desrespeitar a condição dessa comunidade. Dito isso, é fulcral discutir formas para o combate da homofobia no Brasil.

A priori, a intolerância contra LGBTs é banalizada pela sociedade canarinha, haja vista que atos de homofobia não são criminalizados no Brasil. A exemplo disso, um levantamento feito pelo G1 indicou que cerca de 50% das pessoas questionadas sobre a criminalização da homofobia são contra ou não se posicionaram sobre a questão, fato que contribui para o aumento da violência e intolerância contra homoafetivos na sociedade tupiniquim.

A posteriori, a discriminalização da homofobia contribui para o aumento da violência no mundo. A amostra disso, a homossexualidade é considerada crime em mais de 70 países, sendo que em seis desses, é passível de morte. Somado a isso, a existência de uma bancada religiosa conservadora em cargos privilegiados no Estado, torna o país um cenário favorável para a intolerância, haja vista que os primeiros utilizam, muitas vezes, de livros religiosos com múltiplas traduções como embasamento contra homoafetivos.

Destarte, infere-se que o combate contra a homofobia deve ser encorajado. Face a isso, o Estado, o qual também é constituído pelo Poder Legislativo, deve promulgar leis que criminalizem a homofobia e incentivar o Ministério da Educação a realizar palestras sobre respeito à diversidade e sobre a  construção da ética por meio das instituições desde o ensino básico até o superior, com a finalidade de cessar o preconceito e tornar o país mais tolerante. Desse modo, o Brasil estará apto para livrar-se dos Procustos hodiernos que assombram a liberdade.