Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 27/09/2018

O filósofo francês Jean Paul Sartre disse no século XX que qualquer maneira em que a violência se expresse, é uma derrota. Nesse contexto, observa-se esse fracasso no que diz respeito ao homossexualismo no Brasil. Tendo sua causa em fatores culturais e sociais, a homofobia é uma forma de atraso social que a sociedade brasileira não deve virar a face.

Nesse sentido, é imprescindível comentar um dado do Grupo Gay da Bahia a qual revelou que a cada 27 horas um LGBT(lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e travestis) morre no Brasil. Acresce uma reflexão acerca da violência e morte destes, que são reflexos da falta de uma lei que criminalize a homofobia de forma rígida e o enraizado machismo que prega a todo momento a prova de uma masculinidade e à  intolerância pela preferência sexual do outro. Em consequência disso, diariamente homossexuais são vítimas de piadinhas, gestos hostis, e até de agressões físicas graves que podem levar a morte e/ou causar neles marcas psicológicas e morais que carregam pra toda a vida.

Além disso, é interessante analisar, que às instituições religiosas influenciam a vida privada da população, principalmente a sexualidade, condenando a união entre pessoas do mesmo sexo, considerando-as doentes, diabólicas e incitando a discriminação. Desse modo, é notório que perpetuar a violência faz ascender mais violência em nome do preconceito e do ódio. Conforme o sociólogo polonês Zygmunt Baumam vive-se uma modernidade líquida, na qual tudo é frágil. De maneira análoga, constata-se que o ser humano se torna cada vez mais violento, egocêntrico e intolerante na medida que não aceita a diversidade e opiniões divergentes,  fazendo do prejulgamento protagonista das relações.

Torna-se evidente, portanto, que medidas precisam ser colocadas em prática para combater a homofobia. Dessa forma, cabe ao Poder Legislativo a função de criminalizar a homofobia, tornando-a inafiançável. Ademais, é papel do Ministério da Educação implementar nas escolas projetos trimestrais com a presença de psicólogos, destinados aos alunos, a fim de conversarem sobre a diversidade sexual para que entendam que ela existe desde o início de tudo e a importância desta para a constituição de uma sociedade mais coesa. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde introduzir propagandas nos meios de comunicação de massa para desconstruir o tabu que a homossexualidade é uma escolha ou doença, com a perspectiva que o contingente demográfico em geral tenha consciência da gravidade da violência pela orientação sexual. Por fim, a mídia deve criar campanhas em prol do altruísmo e do amor ao próximo e dessa maneira, a sociedade brasileira terá uma forma de preconceito a menos.