Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 01/10/2018
A homofobia configura-se como violação de direitos e por isso precisa ser combatida pela sociedade, sobretudo pelo Estado. Segundo Rosseau é obrigação do poder público a garantia da integridade física e moral das pessoas, conforme o contrato social firmado entre eles. Porém, isso vem sendo negligenciado pelo poder público conforme os dados do Grupo Gay da Bahia que apontam a morte de 1 LGBT (Lésbicas, Gays, Bi e Transexuais) a cada 25 horas.
Diante do elevado número de mortes de LGBT, o Brasil está entre os países mais perigosos para essa população, segundo a Organização das Nações Unidas, ONU. O elevado número de mortes é justificado pelo preconceito e pela intolerância que fazem parte da cultura e comportamento da população; como se pode observar em piadas, sátiras e outras formas de discriminação veiculadas nos programas de televisão e nas redes sociais.
Dessa forma, desde a infância as crianças aprendem comportamentos que valorizam e reforçam as desigualdades de gênero e o preconceito. Assim, a ampla valorização e aceitação de comportamentos de pessoas heteroafetivas nos diversos grupos sociais como na família e na escola, bem como, a ridicularização dos que são diferentes reforçam atitudes de desrespeito e violência de gênero.
Consoante, Nelson Mandela afirmou que não se nasce odiando ninguém por sua cor, raça ou outra característica que a diferencia dos demais do seu grupo. A intolerância e o ódio são, segundo ele, aprendidos. Assim, também é possível aprender a respeitar e a conviver com as diferenças desde que a escola e a família se empelhem neste papel, o que pode ser feito através de atividades como rodas de conversa e palestras sobre a temática envolvendo a participação de pessoas do poder judiciário e da secretarias estaduais de direitos humanos. Desta forma, é possível educar para a convivência harmoniosa e pautadas nos valores de tolerância e respeito à dignidade humana.