Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 04/10/2018

O conceito de certo e errado é mutável e difere entre as diversas sociedades que já existiram no globo. Dessa forma, a homossexualidade possui diversas interpretações : em determinados contextos era aceita e até incentivada pelos romanos, já para os europeus durante a Idade Média consistia em pecado reprovável. Nesse sentido, a homofobia em questão no Brasil é fruto de sua constituição  histórica e deve ser combatida por meios efetivos, visto sua incompatibilidade com os valores de democracia prezados na Idade Contemporânea.

É indubitável a influência dos agentes envolvidos na consolidação do Brasil, durante seu passado colonial e monárquico, para o status quo vigente. Dessarte, é necessário frisar que no Brasil a separação entre igreja católica e Estado ocorreu apenas em 1889, com a Proclamação da República. Sendo assim, é axiomática a ação dos dogmas dessa religião no senso comum brasileiro - entre eles, que a homossexualidade não é correta. Dado o exposto, é imprescindível a atuação estatal como forma de mitigar os preconceitos enraizados na mentalidade popular, já que em um país laico as crenças míticas devem estar contidas na vida privadas dos indivíduos e não como forma de legitimar a violência.

Diante o elencado, destaca-se a indispensabilidade de revisar a legislação para maximizar sua competência em reprimir manifestações homofóbicas, contrárias aos valores atualmente estimados. De acordo com Clement Attlee, político inglês: “A democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando os direitos das minorias”. De maneira análoga, faz-se preciso a aprovação e implementação de uma lei que tipifique a discriminação contra orientação sexual como crime, de forma a organizar a punição e a coleta de informações sobre essa prática. Nesse contexto, a urgência de ações é explicita por dados não oficiais reunidos pelo Grupo Gay Bahia: em 2013, um homossexual foi morto por homofobia a cada 28 horas.

Em conclusão, a homofobia em questão no Brasil é um imbróglio decorrente de uma perspectiva histórica do país, além de ser inconciliável com a democracia. Portanto, o Governo Federal, por meio de uma ampliação de verba concedida aos setores estaduais e municipais, deve criar centros de “respeito à diversidade sexual” em todo o território nacional, onde psicólogos e assistentes sociais devem instruir a população, a fim de desconstruir esse tipo de preconceito a longo prazo, além da parceria com a mídia para a divulgação dos centros e o uso das novas tecnologias para a atuação online dos profissionais contratados, ilustrando: uso das redes sociais para promover debates sobre o tema. Dessa forma, a problemática será combatida por meios efetivos.