Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2018
Ao interpretar a canção “Geni e o Zepelim” no programa Amor e Sexo, da Globo, o cantor Liniker arrepiou todos os telespectadores com sua voz e fez da sua apresentação um protesto contra a homofobia no Brasil, uma vez que a letra da música faz referência a dificuldades da vida de um homossexual. Inevitavelmente, isso acalorou os discursos sobre essa prática que acarreta na vida de muitas pessoas problemas sociais e psicológicos. Todavia, sabe-se que o imbróglio se complica pela inabilidade da população em lidar com as diferenças.
A priori, a aversão a transexuais, bissexuais, homossexuais, travestis, entre outras orientações, é desencadeadora de ações como espancamentos, agressões verbais e até mesmo mortes. Segundo a Organização Não-governamental Grupo Gay da Bahia, em 2017 foram registradas no Brasil 169 vítimas de homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e intersexofobia. Portanto, isso demonstra uma intolerância a nível nacional que precisa ser erradicada urgentemente.
Outrossim, muitos brasileiros ainda consideram como aberrações demonstrações de afeto entre pessoas de mesmo sexo. Certamente, a repercussão surgida a partir do beijo entre os personagens Félix e Nícolas na novela “Amor À Vida”, também exibida pela rede Globo, é uma prova disso. Logo, observa-se que a sociedade antepõe a orientação sexual do casal fictício à sua felicidade, isso, infelizmente, pode ser percebido também na vida real.
Dessa forma, o número do vocalista Liniker e os fatos expostos acima deixam clara a importância da luta contra a homofobia no Brasil. Por certo, isso pode ser feito através de uma reeducação familiar, a qual esteja baseada no repasse educativo dos pais para os filhos da relevância aceitação das diferenças de todos e na visão do ser humano como um semelhante que merece respeito, o que com certeza diminuiria todas as formas de agressão por orientação sexual. Assim, seria possível a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.