Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 04/10/2018
O filme ‘‘O jogo da imitação’’ mostra a história de Alan Turing, matemático britânico que foi decisivo para a derrota do nazismo e precursor dos computadores e da inteligencia artificial, mas foi vítima de homofobia e condenado à castração química.Longe da cinematografia, na contemporaneidade, sobretudo no Brasil, os homossexuais convivem com o menosprezo e políticas excludentes, além de leis brandas que aumentam as estatísticas alarmantes.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que, de acordo com o levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia, somente em 2017, 444 homossexuais foram mortos em crimes motivados por crime de ódio.Isso é reflexo, principalmente, de políticas públicas excludentes, em que a homofobia ainda não se configura crime no país, falta de segurança e violação do direito de ir e vir assegurados pela constituição.É possível afirmar que essa discriminação está diretamente ligada à religião, em que praticas homossexuais são consideradas ofensa ao cristianismo e islamismo, aumentando as manifestações hostis e de repúdio no âmbito social.Nesse viés, é indubitável que o Brasil caminha lentamente na solução desse problema.
Ademais, segundo o site Huffpost, o país tem 5 denúncias de violência homofóbica por dia, contudo os números reais são maiores.Isso se dá pelo receio dessas pessoas de represálias, descrença na justiça e ameaças.Além disso, essa hostilidade ocorre na busca por um emprego formal, no qual pessoas com orientação sexual e identidade de gênero distintos são alvos de preconceito e excluídos das vagas do mercado de trabalho.Desse modo, percebe-se que a homofobia ainda está presente na sociedade, na forma de violência, bullying, exclusão social e uma persistência de negação da diversidades existentes no país.
Fica evidente, portanto, que diante dos fatos mencionados cabe ao Poder Legislativo aprovar uma legislação específica voltada para a comunidade LGBT que tipifique a homofobia como crime, visando a garantia de direitos, como, segurança e respeito na sociedade.Também, o MEC deve criar atividades em escolas públicas e privadas, por meio de cartazes, oficinas e palestras, que promovam a diversidade e a tolerância, com o fito de diminuir as estatísticas alarmantes e a intolerância nos setores sociais.E assim, os atos homofóbicos será excluídos do Brasil.