Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático Alan Turing, ganhou destaque por ajudar o Governo Britânico a derrotar os nazistas através da decodificação de enigmas, todavia, embora o cientista tenha contribuído para o fim da guerra, o mesmo foi condenado a castração química por ser homossexual já que naquela época, tal orientação era crime. Hodiernamente, ser homossexual não é crime, no entanto, valores culturais impregnados na sociedade mostram que a orientação sexual é base para intolerância conhecida como homofobia.

É de conhecimento geral que a homofobia não é crime no Brasil, isto é, ser homofóbico não é passível de punição, tornando o ato um preconceito constitucionalizado. Ademais, é certo que tal expressão de intolerância evidência o quanto a sociedade moderna ainda não enxerga o preconceito contra homossexuais como algo que precisa ser combatido. Em decorrência do descaso, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, em 2014, 206 pessoas foram assassinadas por motivações homofóbicas, além disso, é lei pela Constituição a proibição de homossexuais doarem sangue, apenas por sua orientação sexual.

Outro fator relevante, é a intolerância justificada por valores individuais que são baseados na falta de respeito com o próximo, nesse contexto, o filósofo iluminista Voltaire, afirma que toda intolerância é fruto da ignorância, e nesse caso, o desconhecimento da diversidade e o pouco incentivo ao respeito das diferenças são coisas que enraízam a homofobia.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. As camadas dominantes de cultura devem exigir do Poder Legislativo, através de manifestações democráticas, a criminalização da homofobia e como sendo crime inafiançável. Além disso, o Ministério da Educação, deve por meio de campanhas nos meios de comunicação como o rádio, expor relatos de pessoas que já sofreram com a homofobia a fim de incentivar a sensibilização e a conscientização de que o preconceito mata e que é preciso respeitar as diferenças.