Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Apesar de diversas conquistas alcançadas recentemente - como a legalização do casamento civil - a comunidade homoafetiva ainda é alvo constante de discriminação e violência por parte da sociedade brasileira. Nesse contexto, o número de mortes precoces de pessoas homossexuais é alarmante, reforçando, assim, a necessidade de elaborar intervenções a fim de minimizar esse revés.

Como afirmou o psicanalista Sigmund Freud, “O pensamento é o ensaio da ação”. Nesse sentido, a mentalidade homofóbica da sociedade é um fator que explica o comportamento violento e preconceituoso em relação à homossexualidade alheia. Sendo assim, se faz necessária a conscientização dos indivíduos acerca dos direitos à liberdade individual e igualdade social.

Por conseguinte, pessoas homossexuais enfrentam uma realidade obscura no Brasil: alto índice de mortes relacionadas à homofobia - sejam homicídios ou suicídios - e, eventualmente, segregação social. Sob essa ótica, o conceito de banalidade do mal, discorrido pela filósofa Hannah Arendt, pode ser observado no cotidiano contemporâneo, uma vez que episódios de agressões verbais e físicas à homossexuais são frequentemente divulgados pela mídia, e vêm se tornando cada vez mais triviais enquanto a sociedade se apresenta de forma passiva frente a essas ocorrências. Dessa forma, é imprescindível que haja uma mudança de perspectiva frente ao bem estar da comunidade homoafetiva no Brasil.

Portanto, no que tange à diminuição de atos homofóbicos, o aumento da penalidade seria um caminho conveniente. Para isso, ONGs em prol dos direitos LGBT devem pressionar o Congresso Nacional, através de campanhas nas redes sociais e passeatas, a fim de que medidas que agravem as punições à crimes de homofobia sejam aprovadas. Ademais, seria relevante que os Ministérios da Educação e Cultura organizassem debates acerca da diversidade sexual para, assim, conscientizar os futuros cidadãos brasileiros sobre a convivência harmônica em sociedade.