Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 04/10/2018

Levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostra que 343 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais (LGBT) foram mortos no Brasil em 2016. Essa realidade preocupante está relacionada a discursos de ódio por parte de pessoas influentes e a falta de uma lei que criminalize atos homofóbicos. Logo, é necessário adotar medidas que alterem a conduta preconceituosa de muitos brasileiros.

Segundo a escritora e ativista social americana Helen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Consequentemente, se formadores de opinião, em vez de instruir a população sobre o respeito com que devem tratas pessoas de diferente orientação sexual, tecem discursos de repulsão, a incompreensão da sociedade tende a crescer. Por exemplo:  Joelma, ex-vocalista da banda Calypso disse em 2013 " Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar", já o pastor Silas Malafaia comparou homoafetivos com bandidos e assassinos.

Além disso, no início do século XXI, houve uma grande mobilização da comunidade LGBT para a aprovação de uma lei que propunha a criminalização da homofobia. Essa norma ficou tramitando no senado por mais de 8 anos, e em 2015 ela foi arquivada, sendo muito criticada pela bancada evangélica (frente parlamentar que se articula contra temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo). Infelizmente, ainda há grande interferência de religião na política de um estado laico como o Brasil.

Portanto, é preciso educar o brasileiro para que este passe a ter total respeito com homoafetivos. Os líderes religiosos devem adaptar seus discursos, deixando de trata-los como pecadores no intuito de ensinar aos fiéis que todos indivíduos merecem ser tratados com apreço, de modo que diminua quaisquer forma de agressão contra o público LGBT. Ademais, é necessário que o governo crie uma lei que defina como infração inafiançavel seja qual for declaração e ato homofóbico, para, assim, promover maior dignidade aos homossexuais no país.