Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 05/10/2018

Albert Einstein, grande cientista alemão, dizia que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Essa analogia evidencia como desconstruir costumes e pensamentos preestabelecidos é custoso. No Brasil não é diferente, a homofobia está enraizada e perdura na sociedade ao longo dos séculos. Nesse sentido, novos caminhos precisam ser traçados a fim de mitigar o desrespeito presente na cultura brasileira.

A princípio, é necessário interromper a herança homofóbica e ultraconservadora. Muitas religiões veem a homossexualidade como uma prática pecaminosa, como por exemplo, a fé cristã, a qual é predominante no Brasil. Cada indivíduo tem o direito de ter sua crença, porém, muitos não aceitam conviver com a divergência e, por isso, assumem posturas totalmente preconceituosas. Dessa maneira, a sociedade LGBT acaba encontrando diversas barreiras ideológicas impostas pela intolerância.

Além disso, é imprescindível ressaltar os atos criminosos que tiram a vida de centenas de homossexuais todos os anos. A homofobia não está simplesmente no campo ideológico, mas também é expresso em ações alarmantes. Aproximadamente a cada 25 horas um homossexual é vítima de agressões físicas, de acordo com o Grupo Gay da Bahia. Essa estatística faz do Brasil um dos países que mais matam homossexuais no mundo, tendo índices de assassinatos comparados a países que consideram a homossexualidade como crime.

Torna-se evidente, portanto, que a homofobia fere os direitos humanos e precisa ser combatida. É necessário que Governo atue e exerça o seu papel a fim de instaurar a ordem e a igualdade. Para isso, é preciso considerar, o quanto antes, a homofobia como crime em todos os Estados. Mas é essencial promover, também, o respeito a diversidade nas escolas, através de palestras e ensinos que desconstruam a intolerância desde a infância. Dessa forma, o Brasil trilhará novos caminhos que porão fim a tamanha desigualdade e desrespeito.