Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 04/10/2018
Segundo Albert Camus, escritor argelino do século XX, se não houver conciliação entre liberdade e igualdade haverá intempéries de amplo espectro. Partindo dessa premissa, a homofobia interfere na liberdade de escolha da opção sexual e viola a igualdade dos direitos civis. Contudo, é notório a legitimação em partes desse processo através de raízes históricas. Ademais, o desencadeamento dessas ideias é explicado por teorias de estado de natureza.
Em primeira análise, a missão civilizatória do homem branco reforça a intolerância à algo divergente, pois, qualquer cultura era inferior a Européia. Desse modo, discursos como: “Ter filho gay é falta de porrada” - vem à tona com a finalidade de reforçar o pronunciamento de ódio ao contrário. Todavia, a Constituição Federal Brasileira - pautada em teorias iluministas - promove a não legitimação desse comportamento, podendo haver reclusão ao opressor.
Em consequência dos fatos citados, a GGB - Grupo Gay da Bahia - afirma que a cada 28 horas um homossexual é morto. Dessa forma, a intolerância transcende a falta de empatia, respeito e torna-se crime. Embora seja explicado tal comportamento por Thomas Hobbes - o qual diz que o homem é o lobo do próprio homem - não há motivos suficientes para infligir leis.
Infere-se, portanto, que as melhores formas de mitigar a homofobia no Brasil, seriam: O Ministério da Educação atrelado as escolas devem promover na matéria de sociologia um capítulo a cada ano de educação sexual e sexualidade, desde o 1º ano do ensino médio, a fim de efetuar debates que esclareçam a opção sexual e promovam o respeito ao outro. Outrossim, a mídia através da ficção engajada dê mais voz as minorias LGBTS, com fim de demonstrar que a decisão de outra pessoa não interfere nas suas escolhas, uma vez que há liberdade. Aderindo tais soluções, o Brasil tornar-se-á mais justo, respeitoso, pois a liberdade entrará em consonância com a igualdade, que Albert Camus diz essencial.