Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 05/10/2018

Alan Turing foi o cientista britânico que inventou o computador no contexto da 2- Guerra Mundial, ele,  por ser homossexual, foi afastado de seu trabalho e condenado à castração química, já que, vivia numa época em que ser gay era considerado crime. Infelizmente, na hodiernidade, apesar de todo o avanço da civilização ainda é possível ver pensamentos análogos, no que se conhece, hoje, como homofobia. Nesse sentido, por ser caraterizada como a aversão a homoafetivos e ser muito problemática, faz-se necessário não só analisar as razões da homofobia, mas também expor formas de combatê-la.

Segundo o sociólogo Michel Foucault, o ser humano tem dificuldade de lidar com o diferente e tende a excluí-lo. Sob essa perspectiva, percebe-se o conservadorismo existente no país como uma das principais causas da homofobia. Isso porque a falta de aceitação ao diferente, por parte da sociedade, é pautada na ideia retrógrada -influenciada pela história e pela religião- de que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são errados, pecaminosos e até ‘abomináveis’. Por conseguinte, o reflexo dessa intransigência se mostra nos inúmeros casos de violência contra os LGBTs noticiados frequentemente. Um exemplo trágico foi o caso de uma mãe, no interior de São Paulo, que matou o próprio filho de 17 anos, pois não aceitava que ele fosse gay. Dessarte, fica evidente que para diminuir os casos de homofobia é preciso desconstruir esse pensamento patriarcal e intolerante.

Nesse cenário, tem-se o movimento LGBT+, que surgiu no Brasil na década de 70, e tem papel essencial na luta pelos direitos desse grupo. Isso porque, apesar dos constantes ataques que enfrenta, esse movimento consegue inspirar muitos homossexuais a se aceitarem da forma que são e engaja grande parcela da população ao ajudá-la a ser mais receptiva e respeitadora em relação à diversidade. Para tal, a organização promove passeatas -que mobilizam milhares de pessoas, como é a Parada do Orgulho LGBT-, e discussões que trazem à tona os problemas enfrentados pelos homossexuais e as formas de resolvê-los, alcançando, assim, suas reivindicações. Um exemplo célebre de conquista ocorreu em 2013, quando houve a regulamentação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

Torna-se evidente, portanto, que a homofobia é um problema que urge por resolução. Para isso, é dever do governo, por meio do MEC, distribuir nas escolas cartilhas e kits educativos que ensinem a importância do respeito às diferenças, além de promover palestras com pedagogos e psicólogos que trabalhem a desconstrução do pensamento intolerante por meio de atividades lúdicas; isso, com o fito de formar, desde as séries fundamentais, jovens brasileiros mais compreensivos. Ademais, a mídia deve dar maior visibilidade ao movimento LGBT+. Tudo isso para que haja real igualdade e para que o legado lamentável do século passado seja extinguido do Brasil.