Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 27/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU garante a integridade física e moral de todo ser humano. Em contrapartida, no Brasil a realidade tem sido bem distinta. A persistência de casos de discriminação e agressões sofridos por grupos LGBT’s são crescentes. Sendo assim, encontrar caminhos para combater a homofobia, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado.
Em primeiro plano, é indispensável salientar o caráter retrógrado da sociedade contemporânea nesse aspecto. De acordo com o GGB (Grupo Gay da Bahia) a homofobia mata um brasileiro a cada 19 horas. A intolerância inata ao homem é um dos principais fatores desse cenário. Além de agressões verbais, pessoas LGBT’s (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais) correm risco de ter sua integridade física atacada por conta de sua orientação sexual. Como foi o caso da travesti Dandara dos Santos, espancada até a morte em Fevereiro de 2017.
Em consequência dessa discriminação, pessoas homossexuais encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de suas vidas. Um exemplo é a inserção no mercado de trabalho. Segundo uma pesquisa realizada pela Elancers, empresa de recrutamento e seleção, uma a cada 5 empresas atuantes no Brasil se recusa a contratar homossexuais. Além de enfrentarem um ambiente hostil e preconceito velado dentro de empresas, estima-se que 80% dos transexuais optam pela prostituição. Portanto, para mudar esse cenário retrogrado faz-se necessário pressionar a sociedade a pensar no assunto de maneira diferente. O Ministério da Educação tem o dever de implantar nas escolas o projeto “Conviver com diferença” que tem como objetivo instruir os jovens a ideia de respeito e cooperação social em prol de um meio melhor para convivência. Ademais, cabe também ao Estado incentivar a contratação de LGBT’s por empresas privadas, por meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho. Dessa forma, pode-se pensar em um país justo e tolerante.