Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2018
Com a manifestação “Stonewall Riot’’, deu-se início ao movimento LGBT, o qual reivindicada pela igualdade social. No Brasil, a realidade não é diferente, haja vista a existência da Parada do Orgulho Gay. No entanto, seja por fatores históricos e sociais, a homofobia persiste no país. Diante disso, avaliar essa problemática é fundamental.
É preciso considerar, antes de tudo, que questões socioculturais são catalisadores da homofobia. Nesse sentido, a homossexualidade, por muitos anos, foi considerada como doença. Tal fato se deve, principalmente, a uma estrutura conservadora e excludente, a qual, através de discursos de ódio e ações violentas, não respeita o diferente. Por conseguinte, essa herança tradicionalista, presente no contemporâneo, vai de encontro com o ‘‘Imperativo categórico’’ de Immanuel Kant, visto que viola os direitos humanos, a exemplo da liberdade individual.
Outro ponto relevante, nessa temática, são os efeitos dessas ações na população LBGT. Sob essa ótica, de acordo com o site ‘‘Nexo Jornal’’, o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Dentro desse contexto, atos homofóbicos são constantes na sociedade brasileira, desde a violência verbal a física, a exemplo do assassinato da travesti Dandara dos Santos, evidenciando a permanência dessa mazela social. Por conseguinte, fica claro que tal cenário é prejudicial para vida e liberdade desse grupo, por isso, medidas são necessárias.
Entende-se, portanto, a causa e o efeito da homofobia no Brasil. Para atenuar esse problema, é fundamental uma ação conjunta, na qual o Ministério da Educação será responsável por combater essa herança intolerante, por meio de debates, dados estatísticos e apresentação de seminários em escolas e universidades, a fim de incentivar desde a base educacional o respeito pela diversidade. Ademais, o Poder Público deve tornar a homofobia crime e aplicar punições aos desviantes da lei, no intuito de mitigar essa discriminação e visar uma sociedade mais igual. Assim, as manifestações LBGT serão comemorativas.