Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2018
O pensamento do filósofo Thomas Hobbes de que o homem seria o próprio lobo do homem, é confirmado pela questão da homofobia no Brasil, que revela a própria sociedade como responsável pela agressão física e verbal aos indivíduos pertencentes ao grupo LGBT, devido à não aceitação da diversidade de orientações sexuais. Esse comportamento social de intolerância aos homossexuais, enraizado pela pensamento machista e preconceituoso , além da negligência do Supremos Federal em dar maior foco à homofobia, por meio de sua criminalização, dificulta o cumprimento da Constituição de 1988 que assegura direito a segurança, tolerância e respeito a todos os cidadãos. Primeiramente, é importante destacar a posição odiosa e violenta contra membros do grupo LGBT, por meio dos dados da Agência Brasil, de que a cada 25 horas um LGBT é assassinado. Isso é possível, pela herança patriarcal e machista fixada no Brasil, a qual se recusa a aceitar a desconstrução do gênero e impõe a premissa da dualidade do sexo, além de ser responsável pela confirmação da consideração de Albert Einstein de que seria mais fácil desintegrar um átomo que o preconceito. Nesse contexto, é necessário analisar a não criminalização da homofobia como uma omissão do Supremo Tribunal Federal, uma vez que a violência contra homossexuais tratada como crime comum dificulta a intervenção estatal na resolução do problema social e banaliza, de forma especifica, o direito dos LGBTS a segurança e respeito. Embora, não exista uma lei federal contra a homofobia, é necessário destacar avanços legais concedidos ao grupo LGBT, como o direito a família e a posse de nomes sociais, pelos transsexuais. Fica claro, portanto, a urgência de medidas que amenize a homofobia no Brasil. Cabe ao governo, sobretudo o Supremo Tribunal Federal, a criminalização da lei e a criação de delegacias específicas para LGBT, de forma que a fiscalização e denúncias sobre os casos de violência se torne mais rígida e consiga diminuí-los. Além disso, é papel midiático, através do seu papel conativo , a propagação de campanhas que revelem a diversidade de gêneros, como conceito social, a fim de afirmar que os homossexuais são indivíduos merecedores de respeito e segurança como todos cidadãos e não devem sofrer qualquer tipo de violência e preconceito.