Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a homofobia, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constado na teoria e não desejavelmente na prática e a problema persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela educação deficitária, seja pela falta de políticas públicas para os homossexuais. Portanto, é necessário o diálogo e a busca por soluções para esse problema.

Em uma primeira análise, observa-se a fraca exposição sobre a prática homossexual na educação como impulsionador do problema. A baixa carga horária e a falta de debate sobre esse tema nas escolas, contribui para a manutenção do preconceito contra os gays. Diante do exposto, a autenticidade desses fatos é claramente refletida na formação de adultos preconceituosos e que acabarão passando essa linha de pensamento para os seus descendentes.

Por outro viés, ainda é possível notar que o problema vai muito além disso. Segundo o Grupo Gay da Bahia, a cada 25 horas, uma pessoa morre só pelo fato de ser LGBT. Esse dado é estimulado pela ausência de políticas públicas que protejam esses indivíduos, já que no Brasil até então não há uma lei que criminalize a homofobia. Em 2006, foi criado um projeto de lei chamado de lei anti-homofobia, porém, durante a tramitação desse processo, ele acabou sendo negado. Isso ocorreu devido ao baixo número de parlamentares que são favoráveis à essa causa, contribuindo assim para a persistência da violência contra esse contingente populacional.

Sendo assim, é essencial que o Ministério da Educação desenvolva oficinas sobre a sexualidade nas escolas, com o intuito de expor questões sobre o comportamento homossexual, para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e diminuir o preconceito que esse grupo sofre no âmbito escolar. Ademais, imprescindível a criação de uma lei, por parte do Poder Legislativo, que criminalize o ato homofóbico e, assim, banalizar gradativamente esse ato.