Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 10/10/2018

A homofobia é definida como a rejeição aos homosexuais.Esse comportamento se expande na forma de violência física e moral. A educação sexual tem pouco espaço no âmbito familiar e escolar, sendo esse o principal motivo para que ocorra o preconceito. Nesse ínterim, é preciso mais empenho do governo na aplicação de políticas públicas de conscientização, a fim de combater a homofobia no Brasil.

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos:” Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Por isso o uso de violência é um ato injustificado, como também, já dizia  Jean Paul Sartre, filósofo francês: " A violência seja qual maneira ela se manifesta é sempre uma derrota”. Tais pensamentos são confirmados com base nos dados do Grupo Gay da Bahia, no qual o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos homofóbicos, concentrando 44% do total de execuções em todo mundo. Torna-se visível que toda essa violência tem seu nascimento nas crenças e valores transmitidos no núcleo familiar, pois a educação sexual é tratada como um “tabu” pela sociedade. Por isso, é necessária a abertura de debates sobre a sexualidade em mais espaços sociais.

Outro fator refere-se à homofobia presente nas escolas, Estudos da UNESCO vêm apontando que a persiguição aos homosexuais tem levado muitos jovens a se suicidarem. Nesse cenário, há um despreparo por parte dos professores para tratar da educação sexual , na medida em que, a questão é desqualificada como um saber escolar. Desse modo, é premente que o ambiente escolar agregue com prioridade os temas de gêneros.

Portanto sabe-se que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dessarte, é dever do Estado brasileiro instituir políticas públicas que ampliem o conhecimento da sexualidade nas instituições de ensino (universidades, escolas de ensino básico) e comunidades sociais ( associações de bairros, centros comunitários), por meio da contratação de mais profissionais capacitados como psicólogos, os quais têm como função difundir regularmente a perícia acerca do assunto. Dessa maneira, espera-se combater as complexidades da homofobia.