Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 12/10/2018

Durante o século XIX, Adolfo Caminha elaborou a obra “Bom-Crioulo”, cujo enredo discorria sobre a relação homossexual vivenciada por dois marinheiros. De maneira análoga, a homossexualidade é comum contemporaneamente, no entanto, o conservadorismo da sociedade fomenta a homofobia a esses indivíduos e ocasiona agravantes sociais com dimensões imensuráveis.

Sob esse viés, convém enfatizar que a família e a escola atuam como responsáveis pelos processos de socialização inicial, sendo esse fundamental para a formação cidadã. Desse modo, a homofobia é respaudada à medida que essas instituições apresentam caráter conservador e religioso, os quais pregam como pecado e abominação quem pertença ao grupo LGBT, em virtude disso, o indivíduo forma-se em uma bolha social e é levado a considerar como um problema a homossexualidade, e passa a exercer o preconceito a tais minorias. Destarte, as ações homofóbicas encontram-se recorrentes e aprimoradas pelo discurso de ódio existente nas redes sociais e por meio do Estado, que negligencia medidas em favor dos homossexuais, afinal, esses ainda são considerados o grupo de risco em relação às doações sanguíneas.

Nesse contexto, vale ressaltar a obra “Vigiar e Punir” de Foucault, o qual retrata os indivíduos como corpos adestrados pelos padrões sociais, pois possuem medo da repressão que possam sofrer caso as desrespitem. Dessa maneira, a formação cidadã, conforme citada anteriormente, leva os civis do grupo LGBT a reprimir suas vontades e omitir seus relacionamentos, visto que podem ser violentados e possuírem dificuldades para conseguir entrar no mercado de trabalho. Bem como, há os que sofrem preconceito da própria família e de amigos, desse modo, a falta de oportunidades aos homossexuais os tornam isolados socialmente, e os fazem desencadear problemas como a depressão e o suicídio.

Diante do exposto, é imprescindível que o Ministério da Cultura em consonância ao Ministério da Educação insiram na grade curricular de ensino, matérias relacionadas à educação sexual por meio de literaturas engajadas responsáveis por demonstrar a normalidade das relações homoafetivas e a importância de respeito aos homossexuais, a fim de que os preconceitos sejam amenizados. E também, é necessária a ação de páginas do Facebook  como a “Quebrando o Tabu” para promover a difusão de propagandas patrocinadas pelo Estado com o objetivo de facilitar a inserção de LGBT’s nos ambientes sociais como a família e o trabalho. E assim, gerar-se-á uma sociedade que adestre menos as vontades individuais.