Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 11/10/2018

O filme ‘‘Moonlight’’, concorrente ao Oscar, apresenta o preconceito em relação à orientação sexual sofrida pelo personagem principal, morador do subúrbio americano. Embora seja uma história fictícia, a violência crescente contra a comunidade LGBT também se faz presente no cotidiano de muitos indivíduos no Brasil, evidenciando a aproximação com a obra. Para combater esse problema. Nesse aspecto, o comportamento preconceituoso presente na sociedade brasileira é o principal empecilho para o combate à homofobia, gerando consequências severas para tal minoria social.

Nesse contexto, as atitudes preconceituosas dificultam a inserção dos homossexuais na sociedade. O fato de sofrerem constantes agressões físicas, verbais e psicológicas simplesmente pela sua orientação sexual demonstra o quão intolerante os brasileiros são, ao se tratar do respeito à diversidade. Comportamento semelhante era comum na Alemanha nazista, na qual se julgavam e se torturavam pessoas com comportamento gay nos campos de concentração, considerando-os com um mal para a comunidade. Entretanto, essa ideologia não ficou no passado, pois se percebe o surgimento de movimentos neonazistas no país, em que não há o respeito à equidade quando se trata dos homossexuais.

Por conseguinte, a preservação do preconceito impacta diretamente na vida das vítimas LGBT. De acordo com a literatura médica, a violência persistente sofrida, deixa-os mais suscetíveis ao desenvolvimento de distúrbios psicológicos, como a ansiedade e a depressão, influenciando nas questões fisiológicas do organismo. Ademais, o ambiente hostil gerado pela sociedade também influencia nas relações sociais dos homossexuais, porque, devido ao ódio presente nos indivíduos intolerantes, cria-se a cultura do medo, em que gays se sentem inseguros em ter relacionamentos amorosos. Logo, o julgamento dos cidadãos pode resultar em problemas de saúde para essa minoria e dificultar a sua integração.

Portanto, o preconceito é o principal motivador da homofobia no Brasil, tornando o seu combate um empecilho. Por isso, é necessário que as instituições educacionais promovam palestras de respeito à diversidade sexual, por meio de debates com especialistas, como sexólogos, a fim de diminuir a violência para com os homossexuais. Outrossim, o governo deve reforçar a ideia de equidade instituída na Constituição, por intermédio de propagandas nas redes sociais, como ‘‘Facebook’’ e ‘‘Twitter’’, com o objetivo de reduzir a marginalização dos gays na sociedade, uma vez que todos são iguais perante às leis.