Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 13/10/2018

Em cerca de 70 países, segundo dados da ONU, a prática homossexual é considerada crime, e em sete desses países há pena de morte para essas pessoas. Dados como esses demonstram que, mesmo no século XXI, as diferenças da identidade de gênero ainda não foram aceitas. Em países como o Brasil, os homossexuais já conquistaram alguns direitos, como a legalização do casamento homoafetivo. Todavia, o preconceito contra essas pessoas no país, ainda é crescente, e é resultado da formação de uma sociedade e um governo cada vez mais intolerante.

No Brasil, há um crime de ódio explícito contra essa população. É designado crime de ódio, porque a única motivação para essas pessoas cometerem atrocidades contra homossexuais é a aversão e o ódio ao diferente. Os dados das taxas de homicídios, coletados pela ONG Grupo Gay da Bahia, são alarmantes: em menos de sete meses, no ano de 2017, mais de 365 homossexuais foram assassinados. E a situação está bem pior, afinal, esses dados são recolhidos de acordo a informações divulgadas apenas por meios de comunicação, já que o governo não monitora essas taxas e também nem todos esses crimes são denunciados, devido ao medo ou preconceito de parte da população.

Além disso, outro fator que justifica esse crescente ódio e violência contra essas pessoas está no próprio governo do país, majoritariamente, em uma frente parlamentar conhecida como Bancada Religiosa. Tem sido muito pautado, recentemente, uma questão denominada “ideologia de gênero”, nela esses parlamentares e parte conservadora da população criticam e não autorizam, que escolas debatam em salas de aula, questões sobre o gênero com a justificativa que, irá confundi o aluno, além de incentivá-lo a ser homossexual. Fato que é contraditório e preconceituoso, afinal, a escolar ao levar informação ao aluno sobre gênero, irá ajudar a combater a intolerância, que é fruto, na maioria das vezes, da desinformação.

Portanto, para a resolução de problemas como esse impregnados na sociedade, é preciso que ONGs, ligadas a defesa dos direitos da população homossexual, se unam a pessoas que também defendam a causa, e façam campanhas com divulgações sobre: a importância de denunciar casos de violência contra essa população, ensinar as pessoas a  como debaterem sobre identidade de gênero com a família e também divulgar a importância de promover a tolerância a diversidade de gênero, tanto para a sociedade, quanto para o desenvolvimento do país.Essas campanhas serão veiculadas nos principais meios de comunicação e mais acessados pela população brasileira, como o facebook, o whatsapp, e o instagram. As intervenções como essas, buscam informar melhor as pessoas e, consequentemente, combater o preconceito, além de ajudar nas escolhas de governantes.