Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 13/10/2018

Na Grécia Antiga, as relações afetivas com pessoas do mesmo sexo era uma coisa comum, além de ser sinônimo de poder entre os homens. Entretanto, na Idade Média, com a ascensão da Igreja Católica como determinante das condutas tanto sociais como morais, as relações homoafetivas começaram a ser consideradas crime de sodomia e o preconceito passou a reger todas as sociedades. Nessa perspectiva, nota-se que, apesar de não estar mais na Idade Média, a mentalidade da maioria da população ainda não mudou, e o preconceito contra os homoafetivos (apesar de ser mais velado) ainda existe. Sendo assim, é necessário debater sobre o tema e analisar os impactos dessa problemática.

Em uma primeira análise, é válido citar que o preconceito a essas pessoas decorre do fato de alguns indivíduos acharem que a homossexualidade é algo influenciável. Por isso, a família tradicional brasileira julga que os parentes que são homossexuais aprendem isso na escola ou na internet. Em defesa dessa assertiva, cabe citar o caso do menino Itaberlly que foi morto pela mãe, aos 19 anos, no interior de São Paulo, que descobriu que o filho era gay e responsabilizou a escola pelo acontecido. Historicamente, esta impossibilidade de ser entre os seus gerou praticamente apenas duas respostas possíveis: abdicar de ser, encenando uma vida “normal”, seja pelo total recalcamento da sua homossexualidade, seja se concedendo os prazeres furtivos da vida dupla; ou abdicar dos seus. Não à toa, a relação entre homossexualidade e solidão sempre foi muito forte; aquele que ousava se permitir vivenciar minimamente a sua verdade estava fadado a limitar-se a companhia de si mesmo.

Outra questão relevante, nessa discussão, é a ideia de que segundo a Constituição Federal todo cidadão tem direito à liberdade de expressão, sendo crime atitudes contrárias a essa determinação, com isso a homofobia, que muito oprime esse povo, é uma epidemia a ser urgentemente curada. Aliás, isso ocorre devido ao pensamento de pecaminosidade desses atos proclamados principalmente pela igreja, pois essa possui forte influência na esfera popular. Dessa forma, se não houver medidas para melhoria, os efeitos no corpo social será que esse se tornará ainda mais individualista e intolerante.                 Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca desse assunto em palestras elucidativas por meio de dados estatísticos e depoimento de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, principalmente os pais familiares, não sejam complacente com a cultura do preconceito e do pensamento arcaico. Por fim, ao Poder Público, cabe fortalecer as políticas estaduais para enfrentamento do preconceito da homossexualidade estendo ações como “Escola sem homofobia” , além de capacitar profissionais, como psicólogos e pedagogos a fim de formar multiplicadores em prevenção à esse preconceito na sociedade.