Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 13/10/2018
A retrogradação do Brasil
Desde a Idade Média, com grande influência da Igreja, a homofobia era denominada como pecado mortal, perversão sexual, aberração, entre outros termos. Atualmente, mesmo diante da crescente globalização e propagação de ideais igualitários, o assunto é visto com intolerância e ódio. Desse modo, só transparece o quanto a sociedade brasileira ainda é muito retrógrada quanto á sexualidade. Sendo relevante uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática: a violência advinda do preconceito, assim como, a inexistência de uma lei específica que puna esse crime.
Inicialmente, por ter sido tratada por muito tempo como uma patologia passível de cura, a homossexualidade carrega até os dias atuais preconceitos a seu respeito. Em suma, mesmo saindo da lista de doenças da OMS em 1990, a cultura de discriminação contra a população LGBTI+ continua sendo produzida. Em contrapartida, em setembro de 2017, um Juiz do Distrito federal concedeu uma liminar para que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, chamado também de “cura gay”. Tal fato faz com que o Brasil se torne novamente obsoleto.
Além disso, atualmente, existem cerca de 20 propostas ligadas á questões de gênero e que dizem respeito à população LGBTI+ em tramitação na Câmara e no Senado. Uma delas visa alterar o Código Penal, para incluir no crime de injúria, questões de gênero. Uma vez que, o Brasil é o país que mais mata LGBTI+ do mundo, com uma morte a cada 24 horas, segundo GGB (Grupo Gay Bahia). Tais números poderiam ser evitados se essas propostas de leis fossem aprovadas.
Destarte, fica evidente a problemática da homofobia no Brasil. Tornando assim indubitável a intervenção governamental, por meio de aprovações das propostas de leis que já tramitam na Câmara e no Senado. Ademais, a sociedade civil precisa pressionar o Legislativo para a aprovação da lei que torna crime a homofobia, por meio de petições, abaixo-assinados e manifestações. Afinal, todos são iguais perante a lei, como diz a Constituição. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura deve criar juntamente com o apoio das mídias, anúncios sobre respeito e igualdade de gênero. Afim de que, essa problemática de cunho social, seja cada vez menos recorrente na sociedade brasileira.