Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 18/10/2018
A homoafetividade se faz presente desde a antiguidade, pois relações entre indivíduos do mesmo sexo eram recorrentes na Grécia e Roma antiga. No entanto, após o início da Idade Média, concomitante ao fortalecimento da igreja católica, houve a repreensão de tais relações, pois a homossexualidade passou a ser compreendida como um mero prazer carnal. Atualmente, a relação entre indivíduos do mesmo sexo ainda sofre discriminações e a problemática é instaurada à medida que tais pessoas passam a apresentar um quadro depressivo devido aos atos violentos.
Nesse viés, ressalta-se que atos discriminatórios contra casais homossexuais estão cada vez mais presentes nas redes sociais. Tal conjuntura configura-se para Pierre Bordieu, sociólogo francês, como uma Violência Simbólica, pois atinge os indivíduos de forma psicológica e moral, mas não física. Consequentemente, pessoas homossexuais sentem-se oprimidas, deprimidas e, muitas vezes, inclinadas ao suicídio, pois sua orientação sexual é vista como errada e, portanto, parece não haver espaço para essas pessoas na sociedade. Inclusive, em alguns países, as relações homoafetivas são até mesmo enquadradas como um crime.
Mediante a tal cenário, salienta-se sobre uma ideia de Aristóteles, pois ele acreditava que os indivíduos não deveriam ser culpabilizados por aquilo que não escolheram. De modo análogo, no que tange a questão homossexual, o Dr. Drauzio Varella, médico conceituado no Brasil, afirma que a homossexualidade não é uma escolha do indivíduo e, aliás, está presente em outras espécies do reino animal.
Dessa forma, é essencial que as Organizações Não Governamentais (ONG’s), voltadas para comunidade LGBT, ofereçam apoio psicológico a esses indivíduos, de forma acolhedora e adequada, visto que tais pessoas são constantemente violentadas e atacadas. Para tanto, é essencial que sejam realizadas rodas de conversa, com a presença de psicólogos e profissionais competentes, capazes de auxiliar os cidadãos em questão.