Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2018
Durante a segunda guerra mundial, na ascensão do nazismo, minorias eram perseguidas e mortas, dentre elas, os homossexuais, na tentativa de ‘‘purificar’’ a sociedade alemã. No entanto, mesmo após décadas dessa tragédia, a comunidade LGBT ainda é atormentada pela homofobia e se torna alvo de violência. Desse modo, deve-se debater esse impasse e adotar medidas para solucioná-lo.
Em primeiro lugar, é importante frisar que a homofobia não é algo recente. Logo, assim como na Idade Média, que a relação homossexual se tornou bastante oprimida devido à fatores religiosos e dogmáticos, contemporaneamente, a sociedade ainda faz a manutenção desses preceitos, o que normalmente se expressa em violência e discurso de ódio, como no caso do massacre LGBT em uma boate de Orlando, no ano de 2016. Sendo assim, infere-se que a homofobia é produto da intolerância enraizada na sociedade e disseminada ao longo da história, tornando a sexualidade um grande tabu.
Em segunda análise, segundo o conceito de banalidade do mal da filósofa Hannah Arendt, o mal pode ser obra de gente comum que segue uma ideologia dominante sem questionar. Partindo dessa perspectiva, é importante citar que muitos países tratam a homossexualidade como crime. Por conseguinte, a rejeição aos homossexuais se torna algo intrínseco nesses países, portanto, diversos indivíduos tem sua visão sobre homossexualidade fundamentada no pensamento do Estado, e assim, eles se tornam, ‘’naturalmente’’, preconceituosos.
Dessarte, ações devem ser tomadas para intervir na problemática. Dessa forma, cabe aos órgãos legislativos criminalizar a homofobia, por meio da criação de leis que condenem os agressores, tendo como finalidade diminuir a violência aos LGBT’S e garantir a segurança a esse grupo. Do mesmo modo, cabe às Escolas trabalhar a diversidade de gênero e sexualidade, por meio de debates, visando assim, a formação de indivíduos mais tolerantes e respeitosos.