Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 17/10/2018
De acordo com Albert Camus, escritor argelino do seculo XX, se houver falhas na conciliação entre justiça e liberdade , haverá intempéries de amplo espectro.Nesse sentido, a homofobia no Brasil fere não somente preceitos éticos e morais , mas também constitucionais estabelecidos pela Carta Magna do pais. Dessa forma , observa-se, que o ato de julgar alguém pela sua escolha sexual reflete-se em uma problemática desafiadora , seja a partir de reflexo cultural , seja pelo descumprimento de clausulas pétreas.
Mormente, ao avaliar a homofobia por um prisma estritamente histórico, nota-se que fenômenos decorrentes da formação nacional ainda perpetuam na atualidade.Segundo Albert Einstein, cientista contemporâneo, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado.Sob tal ótica, é indubitável que inúmeras ojerizas contra a comunidade LGBT ,presentes no Brasil hodierno possuem ligação direta com o passado , haja vista que no Brasil de algumas décadas atras , os gays eram vistos como pessoas doentes , pecadoras pela igreja e sem vez dentro da sociedade . Assim ,criou-se ao longo da historiografia mitos e concepções deturpadas de cunho conservador de que se existia uma cura gay.
Alem disso , cabe ressaltar, que o preconceito decorrente da escolha sexual burla preceitos constitucionais. Nessa perspectiva , a Constituição Brasileira promulgada em 1988, após duas décadas da Ditadura Militar, transformou , a visão dos cidadãos perante seus direitos e deveres.Contudo quase 30 anos depois de sua divulgação, a liberdade de diversos indivíduos continua impraticável. À vista de tal preceito , a homofobia configura-se uma chaga social que demanda uma resolução , pois de acordo com a secretaria nacional de direitos humanos a cada 25 horas, pelo menos uma pessoa LGBT é assassinada no pais.
Destarte, depreende-se que raízes históricas e culturais potencializam atos inconstitucionais no Brasil.Torna-se imperativo que o Estado, na figura do Poder Legislativo , desenvolva leis de tipificação como crime hediondo aos atos violentos e humilhantes feitos em decorrência da escolha sexual de qualquer indivíduo , com o intuito de evitar que a homofobia se torne algo cada vez mais comum dentro da sociedade. Ademais,urge que a mídia , por meio de novelas e seriados,transmita e propague a diversidade sexual, colocando mais protagonistas LGBT sem tantos esteriotipos , com o proposito de desmistificar receios populacionais e culturais. Apenas sob tal perspectiva , poder-se-a respeitar a liberdade e combater o preconceito linguístico:pois como proferido por Karl Marx , as inquietudes são a locomotiva da nação .