Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 18/10/2018

O mito de Procusto,advindo da mitologia grega,deixa evidente que todos devem se encaixar em um padrão e aqueles que não se inserirem devem ser execrados,torturados e até mesmo mortos.Assim como no mito,a realidade hodierna brasileira passa pelos mesmos contratempos,uma vez que a intolerância tem-se fixado de forma estarrecedora.Dentre as variadas formas de repressão,a homofobia vem ganhando destaque pelos altos índices infracionários. Desse modo,a visão arcaica de muitas famílias fundamentada nos preceitos religiosos,somada a ausência de leis específicas,contribuem para a cristalização do problema.

Convém ressaltar,a princípio,que o patriarcalismo fixado no seio de grande parte das  famílias brasileiras é um fator determinante para a permanência da marginalização de muitos LGBTs ,uma vez que as normas religiosas não são favoráveis com tal viés e parcela dessa população acaba sendo excluída por sua parentela.Consoante a isso,a relação homossexual durante a idade média passou a ser bastante oprimida,tendo o prazer sexual visto como pecado,uma tentação diabólica.Tal fato se reflete nas ínfimas conversas familiares,aceitação das diferenças e ausência de conscientização parental em saber que tal fato não se concretiza como doença.

Além do mais,é evidente que em solo brasileiro a homofobia não se caracteriza como crime,sendo apenas tipificado como injúria,ameaça ou constrangimento ilegal.Porquanto,devido a falta de leis específicas que barrem tal inconveniência,o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo,1 a cada 25 horas,segundo o grupo gay da Bahia. Assim como a constituição criminaliza o racismo,faz-se necessário também a criminalização de tal prática.De acordo com o pensamento de Friedrich Nietzsch,o ser humano deve procurar a máxima afirmação de si mesmo contra qualquer obstáculo.É possível correlacionar tal pensamento com a luta da classe LGBT por leis que os resguardem,sendo necessário a quebra de todas as barreiras hostis ,para assim serem considerados de fato cidadãos.

Diante dos fatos supracitados,faz-se necessário por meio de um plebiscito, que o Senado Federal criem leis para punir pessoas que ofendem outras por orientação sexual,com a finalidade de reduzir os altos índices de tal crime de ódio.Vale salientar,ainda,a necessidade de implantação na grade curricular  de uma disciplina que estude a tolerância,por meio de projetos educacionais,distribuição de cartilhas,exibição de filmes e documentários com a participação familiar.Desse modo,a realidade brasileira distanciar-se-á  do mito grego e os diversos “Procustos” serão inseridos em seu devido lugar.