Homofobia em questão no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Em meados do século XX, Alan Turing, um dos responsáveis por decifrar códigos nazistas e encurtar em anos a Segunda Guerra Mundial, foi condenado e severamente punido pela justiça britânica por ser homossexual. No Brasil, homossexuais são condenados pela própria população do país, fato que ressalta a homofobia como um problema de saúde pública que precisa ser solucionado, contudo, a falta de legislação específica, o fanatismo religioso e o preconceito enraizado contribuem para a continuidade dessa prática.
Nos últimos anos, diversos projetos foram apresentados ao Poder Legislativo brasileiro, no entanto, o país segue sem uma legislação específica que trate casos de violência física ou psicológica contra pessoas do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Dessa maneira, crimes de caráter homofóbico, na maioria das vezes, só são punidos quando atingem um patamar de violência física.
Além disso, as raízes históricas do Brasil somadas ao fanatismo religioso e ao pensamento machista da sociedade alimentam o pensamento de que a homossexualidade é uma doença ou perversão, o que explica o aumento de 30% nos casos de homofobia no Brasil entre 2016 e 2017, de acordo com o Grupo Gay da Bahia. Tal realidade evidencia a falta de políticas públicas que combatam a violência contra pessoas do grupo LGBT e que garantam o direito de livre orientação sexual de cada cidadão.
Diante desse cenário torna-se evidente que a homofobia no Brasil precisa ter sua ação minimizada. Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve expandir as campanhas, peças teatrais e filmes que retratem a realidade dos homossexuais no Brasil, a fim de conscientizar e sensibilizar a população. Por fim, é imprescindível que o Poder Legislativo brasileiro invista em uma lei específica para tratar da causa LGBT no país, objetivando garantir a punição para tal crime e garantir que pessoas como Alan Turing possam viver sem serem condenadas por terem determinada orientação sexual.