Homofobia em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2018

Respeitar o próximo é saber respeitar a si mesmo.

A cada 25 horas um lgbt é morto no Brasil, por causa de sua orientação sexual e mesmo em casos de denúncia do crime não há condenação de forma justa e segura, pois a homofobia no país ainda não é crime, levando a banalização e desqualificação dessa minoria.

É indagável que o Brasil vive em uma sociedade baseada em conceitos de moral e ética fortemente influenciadas pelo machismo, patriarcado e crenças católicas, os quais acabam reforçando em seus discursos as diversas violências, aonde não apenas lgbt’s, mas todas as minorias sofrem por essa classe dominante. Porém, não deve ser motivo de justificativa para tais atos discursos em que se considera um gay um “anticristo” por apenas possuir um desejo diferente do dominante na sociedade, e ao não ser considerado um crime ou um ato de desrespeito a humanidade, leva se em consideração a forma como essas influências dominantes cercam a sociedade.

Como o filósofo Nietzsche abordou em suas teorias sobre: a moral do ressentimento, ele explica  nela que onde um ser humano não consegue ser o que deseja e ele enxerga no outro esse desejo, ele diminui a moral do outro para se sentir melhor. Por mais louco que possa parecer essa teoria, ela está difusa fortemente na sociedade, pois há um desejo construído socialmente de que se dever buscar ser melhor que o outro e a ideia de ao não possuir segurança de si mesmo, partir para uma agressão ao ver em outra pessoa essa coragem.

Logo, é necessário que o Ministério da Justiça desenvolva uma lei, cuja criminalize a homofobia, com uma legislação em que haja prisão ou indenização a vítima, e dessa forma puna o agressor e não banalize esse tipo de violência. Também é importante, que as instituições educacionais, como escolas e universidades, desenvolvam técnicas de ensino, palestras ou atividades recreativas, as quais desenvolvam nos jovens empatia e respeito ao próximo independente de sua sexualidade, para que desde cedo se aprenda a não cultivar o preconceito e violência ao diferente. Assim, como afirma Carl Rogers “ser empático é ver o mundo com os olhos do outro, e não ver o nosso mundo refletido nos olhos de outra pessoa” teremos uma sociedade mais respeitosa.